A primeira coisa que senti ao acordar foi a falta de ar.
Não no sentido literal, mas naquele desconforto silencioso de quem desperta num espaço que não lhe pertence por completo, mesmo estando rodeada de luxo, silêncio e paredes espessas demais para deixarem passar qualquer noção de liberdade. O quarto estava mergulhado numa luz cinzenta, filtrada pelas cortinas pesadas, e por um instante demorei a perceber que não estava doente, nem ferida, nem sob efeito de medicamentos fortes. Estava apena