Eu não consegui dormir.
Não foi insónia comum, dessas que vêm com pensamentos dispersos e cansaço acumulado. Foi o corpo em alerta, como se ainda estivesse à espera de alguma coisa acontecer. Cada vez que fechava os olhos, a noite regressava inteira. O toque. O silêncio pesado. A forma como ele tinha saído do quarto depois, nu, sem uma única palavra, como se o que tinha acontecido não precisasse de ser explicado nem repetido.
Levantei-me quando percebi que ficar deitada era inútil.
A mansão e