As tábuas do chão rangeram atrás de mim.
Eu não me virei.
— Bom dia.
A voz dele.
Sem pedido de desculpas.
Sem explicação.
Apenas aquela calma lisa, polida, que fazia meus dentes doerem.
Mantive os olhos na janela, na luz cinza e fina empurrando contra o vidro.
Quatro dias.
O silêncio tinha sido uma presença física naquela casa, um peso.
A voz dele agora parecia mais pesada ainda.
— Matteo — disse.
O nome era uma pedra na minha boca.
Ele se aproximou.
Eu senti o ar mudar, fresco e l