Escolhi o vestido preto sem hesitar.
Não porque fosse o mais bonito, nem o mais caro, mas porque era o que menos parecia pedir permissão. O tecido ajustava-se ao corpo de forma limpa, firme, marcando a cintura, alongando as pernas, deixando os ombros descobertos com uma sobriedade quase cruel. Não havia rendas, nem excesso, apenas linhas precisas e um contraste claro que chamava a atenção exatamente para onde devia.
Diante do espelho, fiquei alguns segundos a mais do que o necessário.
Reconhe