O carro seguia pela estrada silenciosa.
As luzes da cidade iam ficando para trás.
Mas dentro dele…
O clima era tudo, menos calmo.
Helena ainda estava imóvel no banco.
Os olhos abertos.
A respiração irregular.
— Eu ouvi alguém gritar… — repetiu ela, mais baixo.
Lorenzo apertou levemente o volante.
— “Não deixa ele fugir”, não foi isso?
Ela assentiu.
— Sim…
O silêncio caiu.
Pesado.
— Então tinha alguém perseguindo aquele carro — disse ele, sério.
— Eu acho que sim…
Helena levou a mão à cabeça.
—