A estrada sinuosa que cortava os Alpes parecia ter sido desenhada para desorientar o tempo. Neve delicada caía sobre os galhos das árvores altas, e o mundo parecia ter sido envolvido por um manto branco de silêncio. Isadora olhava pela janela do carro preto, os olhos fixos no horizonte, como se buscasse uma resposta que não ousava formular. Ao lado dela, Lorenzo dirigia com uma mão no volante e a outra apoiada casualmente na perna dela. O gesto era natural demais para ser inofensivo.
— Não esta