Mundo ficciónIniciar sesiónMoira
Minha mãe já vinha com a manta, trêmula, os olhos fundos de preocupação. Enrolei o Jack com cuidado, sentindo a respiração dele áspera contra o meu pescoço. O choro estava mais fraco, mas era aquele fraco perigoso, que vem quando a criança não tem mais força. Meu coração queria parar.
Peguei a carteirinha na gaveta da cômoda, os documentos guardados como sempre, prontos para emergências que eu nunca queria viver. Eu tinha aprendido a ser prática, mas nada preparava para a sensação de segurar o corpo quente e febril do meu filho.
“Vamos,” disse, e a palavra saiu como uma ordem que eu mesma obedecia.







