O relógio marcava as 19h, mas Clara ainda não havia conseguido fechar os olhos. Sentada no sofá, os olhos fixos na tela do celular, seu dedo percorria as mensagens antigas, fotos que nunca deletou, palavras que o tempo não conseguira apagar. Gabriel, como sempre, era o protagonista desses registros. As lembranças invadiam sua mente, forçando-a a encarar os fantasmas que insistiam em habitar seu coração.
Ela sabia que não podia mais viver no passado. Mas ainda estava lá, em cada olhar de Gabrie