Ele ainda segurava minha mão quando me puxou com cuidado para se sentar no sofá, o corpo rígido denunciando o esforço que fazia para não forçar a perna ferida. Eu me movi instintivamente para ajudá-lo, e aquilo pareceu surpreendê-lo.
— Você não precisa… — começou.
— Preciso sim — respondi, firme. — Faz parte do “ficar”.
Um canto da boca dele se ergueu, quase um sorriso. Pequeno. Verdadeiro.
Sentei ao lado dele, perto o suficiente para sentir o calor do corpo, longe o bastante para não p