O silêncio entre nós era ensurdecedor.
Eu ainda estava de pé, a mão na cadeira, o coração batendo tão alto que eu jurava que ele podia ouvir. Victor estava sentado, os olhos escuros fixos em mim, a respiração lenta, controlada. A luz do abajur criava sombras no rosto dele, desenhando os contornos da mandíbula, a curva dos lábios, a tensão nos ombros.
Meu corpo tremia.
Não era frio. Não era medo. Era ele. Era a presença dele. Era a forma como ele me olhava, como se eu fosse a única coisa no mund