VICTOR STERLLING
A sala de observação era pequena. Apertada. Mal cabia a cadeira onde eu estava sentado, a mesa com o monitor e o café que já tinha esfriado fazia horas.
Eu tinha mandado instalar aquele lugar na semana passada, quando decidi que Isadora viria para cá. A parede de vidro fumê dava para o escritório dela. Um sistema de áudio captava cada palavra. Cada suspiro. Cada movimento.
Era para segurança. Para garantir que ninguém se aproximasse dela sem que eu soubesse. Para monitorar ame