Acordei com o peito apertado.
Não foi um barulho. Não foi uma luz. Foi uma sensação – aquela coisa antiga que a gente aprende a reconhecer depois de muitos anos cuidando de alguém doente. Um calafrio na espinha que não vem do frio. Um aperto no peito que não é do coração. A certeza de que alguma coisa estava errada.
Sentei na cama tão rápido que a cabeça girou. O coração já batia acelerado, como se tivesse pressa de chegar em algum lugar antes que fosse tarde demais.
O quarto estava claro. A ma