Quando abri os olhos, percebi que estávamos entrando no meu bairro.
Conhecia cada esquina. A padaria onde comprava pão. A praça onde o Lucas andava de skate antes de adoecer. O prédio cinzento. A janela do terceiro andar.
Minha casa.
— Victor — chamei, o coração disparando. — Para onde você está indo?
Ele não respondeu. Os olhos fixos na estrada. O volante firme.
— Victor! — minha voz subiu. — Você está indo para o meu apartamento?
— Precisamos buscar suas coisas — ele disse, calmo demais. — Do