Eu não conseguia parar de olhar para ele.
Victor estava ali, na minha frente, mancando, sangrando, a arma ainda na mão como se fosse parte do corpo dele. O sangue escorria pelo braço, manchando o terno, pingando no chão da loja. E ele nem parecia sentir. Como se estivesse acostumado.
Deus do céu, ele está acostumado.
Meu estômago embrulhou. Não era nojo. Era medo. Um medo profundo, primitivo, que se instalou nos meus ossos e não queria sair.
Quem era aquele homem?
Eu contratei um marido na inte