O motel se chamava "Descanso do Viajante".
Um nome bonito para um lugar que não tinha nada de descanso.
A fachada era de um branco sujo, com letras piscando queimadas, e um estacionamento vazio. Victor estacionou o Fiat no canto mais escuro, longe da luz do poste.
— Fica aqui — ele disse. — Vou resolver.
— Resolver o quê?
Ele não respondeu. Saiu do carro, mancou até uma portinha de vidro com um letreiro escrito "Recepção". Eu vi ele falar com alguém lá dentro. Vi ele entregar dinheiro – notas a