CAP. 147 - O EXTERMÍNIO DOS RATOS
Trancar a porta do refúgio foi o último ato de humanidade que me restava. No instante em que o ferrolho eletrônico estalou, Heloíse deixou de ser uma vulnerabilidade e passou a ser o meu combustível. O tiro no meu braço esquerdo não doía — eu não permitiria que doesse —, mas o formigamento causado pela bala alojada era um lembrete rítmico de que eu não era de ferro.
Ignorei o sangue que encharcava meu paletó e corri para o parapeito do mezanino. Lá embaixo, o salão era um moedor de carne. Respi