73. Como Se o Tempo Parasse
“Liz Bianchi”
A pergunta sai com mais naturalidade do que eu esperava, mas é impossível não provocá-lo quando ele age como fazia anos atrás.
Quando me observava de longe e eu fingia que não notava, mesmo reconhecendo seu perfume de longe. Sua presença.
Finalmente, viro o rosto para encará-lo. Ele hesita na porta, como se não soubesse se devia entrar ou se desculpar e voltar para o quarto.
— Não conseguia dormir — ele diz, por fim, entrando. — E você?
— Minha cabeça não para — admito. — Fi