68. Uma Conchinha Involuntária
Acordo com algo pesado sobre a cintura. Abro os olhos devagar, meio confusa, até perceber onde estou. E com quem.
Em algum momento, durante as poucas horas que consegui dormir, Ettore e eu cruzamos a linha imaginária que dividia a cama.
Agora, estou envolvida numa conchinha involuntária, com o braço dele segurando minha cintura como se fosse a coisa mais natural do mundo.
É estranho como, mesmo após anos, nossos corpos ainda se encaixam tão bem.
— Preciso fazer xixi — murmuro baixinho, qua