147. Posso Te Amar Sem Culpa
Quando entramos em casa, sinto como se estivesse voltando de uma longa viagem.
Tudo parece igual, os mesmos móveis, as mesmas decorações, o mesmo cheiro familiar… mas algo fundamental mudou.
Eu mudei.
— Como está se sentindo? — Ettore pergunta, largando as chaves na mesinha da entrada.
— Aliviada — respondo, virando para encará-lo. — Cansada, mas aliviada.
— Quer comer alguma coisa? Tenho certeza de que você não jantou.
— Não jantei. Mas primeiro… preciso de um banho — digo, indo em dire