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Maia.
O rugido da multidão no ginásio do andar de cima é um zumbido surdo e rítmico nos canos. Soa como uma batida de coração — rápida, frenética e completamente fora de controle.
Estou encostada no piso frio do vestiário masculino, com o peito arfando. O cheiro é uma mistura densa de suor velho, cera de chão e o odor forte e clínico de água sanitária industrial. Eu não deveria estar aqui. A placa “Somente para Funcionários” na porta foi apenas uma sugestão que ignorei no instante em que vi A