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Meu.
A pesada porta de carvalho do escritório de Nikolai se fechou com um estrondo. Os sons do conservatório — o piano distante e estridente do Estúdio B, a algazarra frenética dos dançarinos no salão — desapareceram.
Nikolai não foi até sua mesa. Ficou parado perto da janela, sua silhueta uma sombra irregular e imponente contra o horizonte cinzento de Seattle. Ele ainda estava com a roupa de ensaio, a seda preta da camisa úmida e colada aos músculos rígidos das costas.
“Você está me encaran