O carro corta a avenida como uma navalha, e eu não faço ideia de para onde estamos indo.
— Dante! — minha voz ecoa no espaço fechado, aguda, desesperada. — Para onde você está me levando? Me solta! Me deixa em paz!
Silêncio.
Ele não responde. Não olha para trás. Apenas acelera, os faróis recortando a pista à frente como dentes de luz famintos.
— Dante, pelo amor de Deus! Você não pode fazer isso! É sequestro! É loucura! Você vai…
O carro dá uma guinada brusca, e sou jogada contra a porta com vi