DANTE
O lado da cama está vazio.
Não apenas vazio — frio. Como se ninguém tivesse dormido ali há horas. Meu braço se estende para o lugar onde Elara deveria estar, e encontra apenas lençol amassado e a ausência dela.
Sento-me num sobressalto, o coração disparando antes mesmo que meu cérebro processe o que está acontecendo.
— Elara?
Silêncio.
Levanto-me, ainda nu, a memória da noite anterior queimando na pele como um fantasma. As mãos dela no meu cabelo. Os gemidos. O grito do meu nome quando el