O beijo de Dante é um terremoto. Quando seus lábios voltam a tomar posse dos meus, a parede fria contra minhas costas é o único ponto de referência em um universo que desabou em puro desejo. Seu corpo é uma âncora de calor e força, esmagando-me de uma forma que não pede permissão, apenas afirmação. Minhas mãos, agora livres, agarram seus ombros, sentindo os músculos tensos sob a pele úmida, enquanto o zíper do meu vestido cede com um som promissor e obsceno.
E é nesse exato segundo, no limiar e