Acordo com a mão presa.
Não é uma armadilha. É o peso quente e sólido da mão de Dante, os dedos entrelaçados nos meus de um jeito que sugere posse até no sono. Por um segundo, só existe isso: o calor, a textura áspera da pele dele, o ritmo lento e profundo da sua respiração do outro lado da cama. Um suspiro de paz que é tão falso quanto perigoso.
Então, a realidade desce como um balde de água gelada. A memória volta em flashes de calor e vergonha: meus lábios nele, o sabor salgado, a rendição b