Ainda estou ajoelhada no chão frio, e o universo se resume ao gosto dele na minha boca, ao peso quente e vivo da minha língua, ao tremor que percorre os músculos das coxas dele sob minhas mãos. O sabor dele inunda minha boca, salgado, vivo, uma afirmação íntima do poder que tenho sobre este homem. Meus joelhos doem no piso frio, mas a dor é um fundo distante, abafado pelo rugido do sangue nas minhas veias e pela reação gloriosa do corpo de Dante.
A visão é de tirar o fôlego. Dante, o homem de