O mundo reduziu-se àquele ponto no salão: o braço de Helen, entrelaçado no de Dante, como uma videira venenosa agarrada a um carvalho. O sorriso dele, tão falso quanto os diamantes no pescoço dela, mas eficaz. Um sorriso para os outros. Para o mundo. Para o homem importante com quem ele fechava negócios.
Aquela cena deveria me dar nojo. Deveria confirmar tudo que eu já sabia: a farsa, a performance, a prioridade absoluta do poder e da imagem na vida dele. Em vez disso, uma dor aguda e estúpida