MARCY
A sala está iluminada apenas pela luz da lareira e pelos reflexos prateados que entram pelas portas de vidro. Lá fora, na varanda, Dante e Elara estão abraçados, as silhuetas recortadas contra o céu estrelado.
Observo-os em silêncio.
Dante está diferente. Há uma leveza nele que não existia antes. Uma paz. Como se o peso que ele carregou por anos — o luto por Elizabeth, o casamento falido com Helen, as mágoas com a mãe — tivesse finalmente encontrado um lugar para descansar.
Ela fez isso.