MARCY
O beijo de André não pede permissão. Ele toma tudo de mim. Meu fôlego. Minha vida. Minha alma.
É fome acumulada de vinte anos. Vinte anos de sonhos molhados, de dedos entre as pernas imaginando essa boca. Agora sua língua invade a minha com urgência bruta, quente, molhada, exigindo tudo. Suas mãos grandes descem pelas minhas costas, cravam na cintura e me puxam com força contra o corpo dele. Sinto o pau duro, grosso, latejando insistentemente contra minha barriga. Solto um gemido rouco d