O som das sirenes ainda ecoa nos meus ouvidos quando as portas do carro de polícia se fecham. Rodrigo está dentro. Seu rosto, recortado pela luz vermelha que gira incansável, parece finalmente em paz. Como se o peso que carregou por dez anos tivesse sido depositado ali, naquele banco de couro gasto, junto com as algemas.
Por um momento, nossos olhos se encontram. Ele não desvia. Há uma calma nele que não existia antes. Como se a fúria que o consumiu por uma década tivesse finalmente encontrado