O espelho do elevador me devolve uma imagem que ainda não aprendi a reconhecer.
Tailleur azul-marinho, cabelo preso em um coque elegante, brincos de pérola que foram da minha avó. Pareço uma executiva. Pareço alguém que pertence a este lugar.
Mas por dentro, o coração é o mesmo de sempre. O coração da bastarda. Da sobrevivente. Da menina que aprendeu a lutar antes de aprender a sonhar.
O elevador sobe. 23º andar. Torre Magnelith.
Respira, Elara. Você pode fazer isso.
A porta se abre e o corredo