Quando cheguei ao térreo, tudo que puder e ouvir fora o carro de Dante se afastando, o levando embora da minha amarga e triste revelação.
Suspirei fundo, deixando os ombros cair. A pasta pesada na minha mão parecia a única coisa real naquela casa no momento.
Ignorei o frio na espinha. Ignorei a dúvida que ameaçava me consumir. Eu precisava trabalhar. Fechar os olhos para o que não entendia e focar no que tinha que fazer.
Eva já estava acordada quando entrei no seu quarto. Ela estava sentada na mesma posição de costume, mas agora olhava para a porta com uma expectativa ansiosa.
— Você voltou — disse, e não era uma pergunta. Ela realmente parecia me esperar.
— Prometi que voltaria, não foi? — respondi, me ajoelhando ao seu nível.
Ela me observou por um longo momento, seus olhos sérios vasculhando os meus.
— Você vai ficar desta vez? — A pergunta era simples, mas carregava o peso de muitas despedidas.
— Vou — afirmei, e desta vez a palavra saiu firme, nascida de uma decisão que eu mesma