A porta se fechou.
O som ecoou no corredor como o prenúncio de uma tempestade. Eu fiquei parada do lado de fora, a mão ainda estendida no ar, como se pudesse segurar os acontecimentos que já tinham escapado do meu controle.
Esperei.
Esperei ouvir gritos. A voz de Dante, carregada de uma fúria que seu dinheiro não conseguiria comprar de volta. A defesa cortante de Helen, ou talvez, quem sabe, um pedido de desculpas que nunca viria.
Mas não veio nada.
Apenas silêncio.
Um silêncio tão denso, tão a