A floresta demorou a aceitar o silêncio.
Não era o silêncio natural que vinha depois de uma caçada bem-sucedida ou de uma noite calma. Era um vazio desconfortável, como se algo tivesse sido arrancado à força e o mundo ainda estivesse decidindo como se reorganizar sem aquilo.
Os corpos dos lobos errantes foram retirados antes do amanhecer do outro dia.
Não houve ritual.
Não houve palavras.
Apenas a necessidade prática de limpar o território.
Ainda assim, o rastro permanecia.
O cheiro metá