PONTO DE VISTA DE ELISE
A luz branca do teto piscava de leve quando meus olhos se abriram. O cheiro de hospital era forte, estéril, sufocante. Pisquei algumas vezes, confusa, sentindo o corpo pesado e a cabeça latejando. Estava deitada em uma cama, com lençóis ásperos e uma máquina apitando em ritmo constante ao meu lado. Um tubo saía do meu braço. Soro. Estava presa a um soro.
Minha garganta parecia ter sido lixada por dentro. Engoli em seco, mas não adiantou. Quase sem voz, murmurei:
"Água...