Helena acordou antes das sete, embora não houvesse motivo para tanta pressa. O sábado era o único dia em que o despertador não soava, mas, ainda assim, o corpo parecia treinado para funcionar como um relógio ansioso.
Ficou deitada alguns minutos, observando a luz cinzenta que entrava pela janela. O flat era silencioso demais. Não havia vizinhos barulhentos, nem crianças correndo pelos corredores. Apenas o sussurro distante de um tráfego que ela já aprendera a ignorar.
Espreguiçou-se devagar, se