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Capítulo 2: A Paciência do Predador

POV: Killian

Minha mão ainda vibrava pelo impacto contra o carvalho. O cheiro dela — mel doce, lírios selvagens e o toque agudo de excitação — estava preso no fundo da minha garganta, uma droga que eu não conseguia expurgar do meu sistema. Afastei-me dela, cada passo sendo uma maldita guerra contra as minhas próprias pernas.

Meu lobo gritava, arranhando minhas costelas, exigindo que eu desse meia-volta, a jogasse sobre o ombro e a marcasse até que toda a floresta soubesse que ela pertencia ao Norte. Mas eu sou o Alfa. Eu não apenas pego; eu conquisto.

Retornei ao festival. Sentei-me em meu trono, meus olhos varrendo a linha das árvores onde eu a deixara tremendo. Ela acha que pode fugir. Acha que aquelas pequenas mordidas que deixei em seu pescoço foram o fim de tudo. Ela não tem ideia. Eu a observo desde que ela tem idade suficiente para saber o que é um parceiro, esperando que o aroma do seu primeiro cio floresça para que eu possa finalmente reivindicar o que é meu.

— Está tudo bem, Alfa? — Cassian sussurrou. Apertei o braço da minha cadeira até a madeira gemer. — Bem — eu raspei. — A lobinha só precisa aprender que, quanto mais forte ela corre, mais eu aproveito a caçada.

Eu sei que Maya está com medo. Mas não hoje à noite. Eu sou o Alfa dela, não seu parceiro — ainda não. Por ora, estou me contendo. Mas no minuto em que eu pressionar demais? É aí que a verdadeira caçada começa.

Cada instinto no meu corpo chamava pelo meu lobo. Por mais que eu ansiasse por caçá-la e prender sua forma nua no chão da floresta — teria que esperar. Ainda não era o momento dela. Maya está chegando cada vez mais perto de sua hora. Eu consigo praticamente ver o calor emanando de sua pele. Preciso atacar antes que outro lobo tente torná-la sua.

Cassian manteve sua posição. — Você está jogando um jogo perigoso, Killian. Se você reivindicar uma Ômega como ela sem um desafio formal, os outros Alfas verão isso como fraqueza.

Inclinei-me mais perto. — Ela me pertence por sangue e osso. Se algum daqueles velhos fósseis tiver um problema, que me desafie.

— Você é o Alfa do Norte, mas agora parece um cão faminto encarando um osso — Cassian sibilou.

A fome latejava em minhas entranhas. De repente, o perfume de pinho e lilás rolou pelos meus sentidos. Ela estava aqui.

— Você nunca deveria ter deixado seu cheiro nela dessa forma — Cassian sibilou, percebendo o estado em que eu estava. — Isso é forte demais. Tem ideia de quão intenso isso é? Você a quer tanto que o acampamento inteiro consegue sentir a sua reivindicação por todo o corpo dela. Maldito seja, Killian!

Eu o empurrei para o lado. Eu ia enterrar meu pau nela hoje à noite ou queimar esta floresta desgraçada tentando.

Eu a vi. Maya Thorne estava na borda da luz da fogueira. Para cada lobo nesta clareira, ela cheirava como se tivesse sido banhada em meus feromônios. Ela estava marcada pelo meu cheiro, mesmo sem os dentes.

— Maya — eu disse. — Venha aqui. Agora.

Meu rosnado forçou cada alma na multidão a se ajoelhar. Um por um, eles curvaram-se à minha vontade — exceto ela. Ela era a única que conseguia resistir. Eu tinha o poder dominante dos Blackwood em minhas veias, e ela tinha que vir a mim por vontade própria.

O Ancião Godric se aproximou, sua palma seca pousando no braço de Maya. Senti as brasas em meu estômago virarem um incêndio.

— Isso é entre ela e eu, Ancião — sibilei.

— Ela é uma Thorne, Killian. Existem rituais, tradições...

— Que se danem as tradições! — O rugido que saiu da minha garganta não foi humano.

Em um borrão de movimento, forcei Godric a soltá-la. Puxei-a contra o meu peito, meu braço envolvendo sua cintura como uma faixa de ferro. Inclinei-me, meus lábios roçando o lugar onde deixei meu cheiro mais cedo.

— Ela é minha. E estou levando-a para casa. Se alguém tiver um problema, encontre-me ao amanhecer. Mas traga sua vontade, porque lutará pela vida.

Tirei Maya do chão e saí do festival. Enquanto a carregava pelas sombras, meus dentes roçaram seu pescoço, enviando uma descarga de adrenalina direto para o sangue dela. Ela apertou meu casaco, implorando silenciosamente para que eu a segurasse mais perto. O toque dela me incendiou. Um zumbido de satisfação escapou da minha garganta, vibrando no ponto sensível que ela ansiava que eu finalmente reivindicasse com meus dentes.

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