Eva
Eu mal tinha fechado os olhos quando fui despertada pela luz fraca que atravessava a janela alta. A mansão parecia ainda mais silenciosa naquele início de manhã, como se o mundo lá fora ainda estivesse adormecido — ou observando. A sensação de estar sendo vigiada nunca me abandonava completamente, mesmo com o calor de Anton ainda presente no lençol ao meu lado. Ele já havia saído.
Levantei devagar, pés descalços tocando o chão de madeira polida. Vesti um dos robes de seda pendurados ao lado