A tarde caía com lentidão sobre os muros do castelo. A luz dourada tingia as pedras e os jardins com um brilho suave, quase cerimonial.
Selena caminhava sozinha, entre canteiros de lavanda e figueiras baixas. O som dos passos era abafado pelo murmúrio da fonte no centro do pátio interno.
Ali, no coração do castelo, ela tentava assimilar tudo. A recepção dos conselheiros. O povo encontrando abrigo. O peso do título que agora lhe pertencia — não por sangue, mas por escolha coletiva.
Por forç