O céu amanheceu com um tom de cinza parado, como se o dia hesitasse em nascer.
Selena encarava a floresta do alto da sacada, mas o que a inquietava não estava nas copas das árvores.
Estava dentro dela.
Era como se a pele não coubesse mais.
Como se houvesse uma frequência abaixo de tudo, uma vibração que pulsava sob os ossos, sem nome, sem lógica.
Na biblioteca, Eleonora a observou com atenção quando ela entrou.
— Não dormiu bem?
Selena se sentou lentamente.
— Não é cansaço. É como se eu