Otávio ainda segurava o braço dela.
Não apertava.
Mas também não soltava.
Lilly respirava rápido, o peito subindo e descendo sob o tecido leve da camisola. O quarto parecia menor agora, carregado de algo que não era só raiva nem só tristeza. Havia desejo ali — cru, inconveniente, impossível de ignorar.
Ela ergueu o olhar devagar.
Os olhos dele estavam escuros. Não de fúria. De conflito.
— Me solta — ela repetiu, mas a voz já não tinha a mesma firmeza de antes.
Otávio não respondeu