O telefone ainda estava na mão de Valentina quando ela respirou fundo.
O silêncio do escritório parecia mais pesado agora.
Ela olhou para a porta fechada por alguns segundos, certificando-se de que ninguém estava por perto. Depois caminhou até a janela ampla da sala.
São Paulo se espalhava abaixo dela.
Carros, pessoas, movimento.
Vida.
Mas naquele instante, tudo parecia distante.
Ela voltou para a mesa e discou o número novamente.
O telefone tocou duas vezes.
— Senhora Montenegro.
A voz calma d