O quarto estava mergulhado em penumbra.
A iluminação suave do abajur deixava a suíte envolta em um silêncio quente, daqueles que só existem depois de um dia cheio e de uma noite que termina no lugar certo.
Valentina estava deitada ao lado de Rafael, parcialmente sobre ele, a cabeça repousada no peito nu dele, enquanto os dedos desenhavam círculos lentos sobre a pele morna.
O corpo ainda carregava a memória da intimidade de minutos antes.
O lençol cobria apenas o necessário.
Lá fora, São Paulo c