Valentina não avisou que estava indo. Foi um impulso simples, quase doméstico demais para o nome Montenegro. Duas caixas elegantes nas mãos, embrulhadas com cuidado. Doces que ela tinha provado mais cedo. Gostou. Pensou nele. E decidiu subir.
Entrou pela recepção da empresa com passos tranquilos, recebendo olhares curiosos — não de estranhamento, mas de reconhecimento. Já não era uma desconhecida ali.
No elevador exclusivo, passou o cartão de acesso que Moreira havia lhe entregue dias antes. O