Capítulo 16- O limite do fogo

O escritório era um campo de batalha silencioso.

Vittoria estava sentada atrás da mesa, imóvel, elegante, perigosa.

Os olhos dela — frios como lâminas polidas — acompanharam Valentina caminhando até o centro do cômodo.

— Bom dia, senhora Montenegro. A senhora queria me ver. — Valentina disse, tentando manter firmeza na voz.

Vittoria não respondeu.

Levantou-se devagar.

Cada centímetro de movimento impregnado de desprezo.

Valentina não entendeu o que aconteceria até o exato segundo em que aconteceu.

O tapa veio rápido.

Seco.

Cruel.

O estalo atravessou o escritório.

A cabeça de Valentina virou para o lado, a pele queimando, latejando, ardendo.

Por um instante, ela só sentiu o chão fugir sob os pés.

Valentina levou a mão ao rosto — surpresa, dor, incredulidade — e encarou Vittoria.

— P-por quê…?

Vittoria não respondeu.

Apenas voltou para a mesa, pegou o jornal, e jogou-o aos pés de Valentina.

A manchete era cruel:

“ESCÂNDALO NA NOITE PAULISTANA:

ESPOSA DE RAFAEL MONTENEGRO EMBRIAGADA EM S
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