O quarto ainda carregava o silêncio frágil de quem tinha voltado do limite.
Valentina estava recostada na cama, os olhos semicerrados, o corpo cansado demais para sustentar qualquer emoção longa. Bianca permanecia ao lado, sentada na cadeira, segurando a mão da amiga como se, ao soltar, algo pudesse quebrar de novo.
O bip constante do monitor marcava o tempo.
A porta se abriu.
— Então… foi aqui que esconderam minha menina.
A voz entrou antes da presença.
Firme. Cheia. Donde vinha, ninguém ignor