Valentina ficou alguns segundos olhando para o teto, depois que Lucas saiu do quarto, como se precisasse se convencer de que aquilo era real. O cheiro de hospital, o bip ritmado do monitor, a mão de Bianca ainda segurando a dela.
Tudo ali dizia que ela estava viva.
Mas o corpo não acreditava.
— Bi… — a voz saiu baixa, rouca, como se tivesse sido usada demais. — Eu não sei por onde começar.
Bianca não respondeu de imediato. Apenas apertou a mão dela com cuidado, ancorando.
— Começa do jeito que