O som do tapa ecoou pela sala.
Não foi um som alto.
Foi um som definitivo.
Clara sentiu o impacto atravessar o rosto e alcançar algo mais profundo — não a pele, mas o orgulho. O corpo reagiu em atraso. Os joelhos cederam. Ela caiu sobre o tapete claro, as mãos escorregando no chão polido enquanto tentava se manter ereta.
O gosto de sangue veio rápido.
Vitória permaneceu de pé.
Impecável.
Vestida como se estivesse prestes a receber convidados importantes, não a punir alguém que acabara de falhar