O quarto estava quieto demais. Quieto daquele jeito hospitalar, onde o silêncio não é paz — é vigilância. O ar cheirava a antisséptico e metal. As luzes estavam baixas, mas os monitores não dormiam. Bip… bip… bip… como um lembrete constante de que Valentina ainda estava ali… por um fio de normalidade.
Rafael também.
Ele permanecia sentado ao lado da cama há horas. A postura rígida tinha cedido em algum momento, não por relaxamento — por exaustão. O paletó estava pendurado na cadeira ao lado, a