O mar não descansava.
Cada onda parecia maior que a anterior, cada impacto mais violento, cada segundo mais cruel. O barco era sacudido como brinquedo barato, rangendo, protestando, gritando em madeira aquilo que Valentina já não conseguia gritar em voz.
A tempestade agora era total.
A chuva caía em lâminas grossas, cortando o ar, batendo contra seu rosto como tapas gelados.
O vento empurrava o barco de lado, arrastava seu cabelo, entupia seus ouvidos.
O céu… o céu parecia estar desabando intei